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montesclaros.com - Ano 26 - sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Usando o inquérito das fake news, ministro Alexandre de Moraes denuncia o também ministro André Mendonça ao presidente do STF

Quinta 03/09/26 - 21h08

O ministro Alexandre de Moraes encaminhou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, um pedido de investigação contra o ministro André Mendonça.

O pedido foi feito no âmbito do chamado inquérito das fake news.

Moraes afirma que há fortes indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na atuação de Mendonça como relator dos casos Master e INSS.

Segundo Moraes, Mendonça teria usurpado a direção das investigações, conduzido irregularmente tratativas de delação e direcionado, por motivos pessoais e políticos, a apuração contra determinados alvos, incluindo o próprio Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Moraes diz que a atuação de Mendonça teria transformado o julgador em investigador, com quebra da cadeia de custódia e tratamento diferenciado entre autoridades.


André Mendonça ainda não se manifestou.


***


21h34, quinta-feira, da Agencia Brasil:





Moraes encaminha a Fachin pedido de investigação contra Mendonça
Decisão reúne relatórios da PF sobre atuação de Mendonça








O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta quinta-feira (3) o sigilo de decisão que aponta supostas irregularidades na atuação do ministro André Mendonça na relatoria de processos relacionados às operações Sem Desconto e Compliance Zero.
Moraes encaminhou a decisão e os relatórios de inteligência da Polícia Federal que a fundamentam ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
A decisão foi tomada no âmbito do Inquérito 4.781, instaurado em 2019 para apurar notícias fraudulentas, denunciações caluniosas, ameaças e outras infrações contra integrantes do Supremo, além de possíveis esquemas de financiamento e divulgação de fake news em massa nas redes sociais.
Na decisão, Moraes determinou que o conjunto de documentos seja encaminhado a Fachin “para as providências que entender necessárias”. Também determinou que a Procuradoria-Geral da República seja comunicada.

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