Guerra no Oriente Médio já traz reflexos aos negócios no campo, adiando compras, como terras, tratores e outros equipamentos
Domingo 29/03/26 - 8h11Os efeitos da guerra no Irã já chegam ao campo brasileiro.
No Paraná, por exemplo, produtores rurais estão suspendendo a compra de tratores, colheitadeiras e outros equipamentos.
Também adiam projetos de ampliação das lavouras.
As principais razões são o aumento do diesel e dos fertilizantes.
Com o fechamento do Estreito de Ormuz, o preço do diesel subiu R$ 2,50 por litro na região centro-sul do estado.
Uma colheitadeira de grande porte pode consumir de 300 a 400 litros por dia, elevando os custos diários em mais de R$ 3 mil.
Além disso, a taxa de juros, em torno de 13% ao ano, torna financiamentos de máquinas de alto valor – como um trator de R$ 2 milhões – inviáveis no momento, segundo produtores ouvidos.
Há o temor de desabastecimento de diesel e a incerteza sobre o fim do conflito, que trava o planejamento no campo.
Agricultores já reduziram áreas de plantio de trigo e optaram por culturas mais baratas.
O movimento é considerado natural por economistas, que alertam que a retomada dos fluxos de comércio, mesmo num cenário otimista, pode levar pelo menos 90 dias.


